Luiza sempre quis ser mãe desde a adolescência. As bonecas eram cuidadas com tanto carinho e ternura que qualquer um que visse Luiza brincando com elas logo diria que aquela menina seria uma mãe exemplar.
Mas a vida reservou um caminho longo e árduo para Luiza. Pra que ela exercesse seu papel materno, teria que lutar entre muitos percalços.
Logo depois que casou, aos 23 anos, Luiza descobriu que nunca poderia engravidar, devido uma patologia grave em seu sistema reprodutor. O céu, naquele momento, caía na cabeça de Luiza. A dor foi tão grande, a decepção tão absurda, que se sentiu desamparada, mas ela não permitiu que aquilo a impedisse de ser feliz.
Ela era tão obstinada pela vocação da maternidade que nem titubeou, se não podia ter um filho pelas vias normais, teria da forma que a vida ainda lhe apresentava. Foi então que decidiu pela adoção de uma criança.
Casada, cursando faculdade, mas com emprego fixo em uma empresa, ela, junto de seu marido, sonhou com o tão esperado filho que a vida lhe reservaria. E enveredou no processo da adoção. Ela sempre pensava que se não poderia ter um filho vindo de seu útero, ela faria um parto pelo coração.
Claro que Luiza sabia que o processo seria longo e até estressante, mas ela estava preparada para viver esta gestação pelo tempo que fosse necessário.
E nem foi tão demorada a caminhada. O difícil mesmo durante este período de espera, foi conceber aquele sentimento de doação total que viria diante de uma adoção.
Ter um filho do próprio ventre implica em carinhos, responsabilidades, cuidados, riscos, erros e acertos, mas todos acompanhados da certeza de que quem estará ao seu lado sempre foi, é e será "seu". Mesmo que um dia o filho ou filha queira se aventurar, seguir caminhos com seus próprios pés, afinal a maternidade implica nessa descoberta da independência do outro ser, mas o sentimento que fica na mãe é de que o filho sempre será algo seu, portanto, mesmo que distante, estará presente.
E quando adotamos alguém é bem diferente. Os sentimentos de cuidados e responsabilidades são os mesmos, mas é preciso redobrar o amor, a coragem, a capacidade de doação e a total capacidade de se desprender do outro, de dar asas, de permitir a total liberdade, já que aquele vínculo, criado externamente, poderá se quebrar.
Mães que adotam são mães em dobro. Elas possuem o amor por inteiro. Elas desenvolvem com maior perfeição a capacidade de ganhar e de perder. Afim de entender que um dia aquele filho que era "seu" de todo coração, um dia poderá buscar suas origens e talvez até se revoltar com a vida e com o destino que lhe foi reservado.
Esta mãe nunca será menor que a biológica, elas nasceram destinadas ao amor incondicional, ao amor que liberta tão rápido quanto incorpora um coração carente. Aquele amor que não há justificativas concretas, como um exame de DNA, mas que há sinais claros, esculpidos no peito, de quem tanto sonhou, tanto lutou, tanto cuidou, ao ponto de doar, se desprender . É um sentimento que faz cada uma delas capaz de trocar a própria felicidade pela liberdade daquele ser que tanto amou.
Mães que adotam merecem ser adotadas por cada um de nós. Precisam ser amparadas, ajudadas, acolhidas por cada coração que tenha o mesmo tamanho que o delas. Um amor que transborda!

11 comentários:
É o que eu sempre digo:
- "DEUS FECHA UMA PORTA, MAS ABRE DUAS JANELAS!"
o que falta no utero, sobra no coração dessas mulheres.
Parabens pelo tema.
Bejus e inté.
adorei o texto, boa semana
...nos estudos espíritas, aprendemos que existem os
laços eternos.
logo,
este filho maternado,
não veio para a mãe
biológica e sim para
a verdadeira que o guiará
na estrada do bem.
esta é a misericórdia de
Deus nos ajudando os resgates.
beijo
mas, enfim... cuidado com as adoções... vc ja viu A Orfã?
deixou se7e/5 sem jeito. Amolecer assim coração de se7e/5 é golpe baixo. Parabéns para todas as MULHERES que adotam criança, adolescente, adulto ou até um bichinho de estimação.
Assim sendo e posto isso, vamos lá à parte que interessa, ou que não interessa...
------------------------------
Para que não fiquem chocadas, passei para avisar sobre contéudos, lá no se7e/5, que podem ferir a susceptibilidade de pessoas demasiado sensíveis.
Ou não.
É a posição didática assumida por se7e/5 em resposta a alguém que pretende engrossar a voz.
Em vénia de respeito e grata, me retiro.
Boa quarta feira e tudo de bom para vocês.
Um filho biologico ou não.....é sempre escolhido quando ainda na espiritualidade....e chega a nós por escolha e capacidade de amar.
Dos dois lados.
que esses laços eternos possam ser mantidos pelo amor e dedicação.
e q assim seja
carinho
De
Que coisa mais linda! amor e amor!
beijos
Que lindo! Acho muito lindo o ato da adoção. É amor explícito.
Adotar é um ato de amor e coragem. Uma ato desprendido de preconceitos e que por isso é puro e verdadeiro.
Lindo texto!Amei!
Beijo
Eu não quero ter filhos.
Porém, se algum dia eu mudar de ideia, adotaria. Tanta criança no mundo precisando de uma família, vou colocar mais gente no mundo pra que?
Concordo plenamente, mãe é aquela que cria, não só aquela que dá a luz. É preciso mesmo muita coragem e amor.
Beijos!
Oie, como está?
estou voltando...
mais gorda (104,2 quilos)
mas com muita vontade!
Senti muita falta do blog, da blogosfera!
beijos e conte comigo!
Postar um comentário