quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Uma questão de ponto de vista?


O que está tão errado conosco?
Será que é realmente a alface que nos encomoda?
Ou seria as imposições reais que a vida nos dá?
A vida ou as nossas escolhas?
Nossas escolhas somente ou a falta de oportunidade?
HUm....
Talvez esta alface encomode muito a Ercília ...que mudou de vida, de relacionamentos, mas a alface continua lá....
E quantas vezes durante a vida não precisamos engolir aquela alface amarga sem ter outra opção ou sem ter coragem pra mudar?
Muitas vezes nos falta o fôlego, ou talvez uma mão amiga, pra nos levantarrmos da cadeira, virar a mesa e pegar o cardápio!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Eu cultivo...


Cultivo flores em mim e em ti...assim quando consigo despir as máscaras e então vejo a luz que vem de dentro.

Cultivo olhares sedentos de mudança...quando eu conseguir livra-me dos medos, dos vícios, dos atrasos dos ponteiros que insistem em caducar.

Cultivo lágrimas...sempre honestas,cheias de sentimentos, porque sou sensível ao ponto de você nem notar que me feriu, me machucou, geralmente fico sem reação, numa indecisão se retruco ou não. Mas só retruco se valer muito à pena!

Cultivo dias de sol...porque preciso dessa energia para manter meu coração aquecido e o esqueleto rígido para não desmoronar.

Cultivo também dias nublados...afinal preciso poupar minhas raízes, repensar sobre as nuvens que pairam no meu céu.

Cultivo livros velhos e mofados...já que me sinto tão bem voltando ao passado e reencontrando minha infância, onde tudo, mesmo triste, tinha razões para ser feliz!

Cultivo pêlos de cachorro no quarto...nada melhor que um abraço sincero, um olhar apaixonado e um rabo abanando, apontando a verdade de uma bela amizade.

Cultivo panelas sobre a pia...para que elas me lembrem que na labuta do dia a dia a gente fica mais gente, mais vizinha da realidade da subsistência.

Cultivo cenas de filmes...através deles posso conhecer lugares distantes e me tornar personagem de histórias que não são e nunca serão minhas!

Cultivo um band-aid na gaveta...em casos de dor ele cobre o ponto fraco e me alivia da realidade.

Cultivo roupas velhas no armário...elas em trazem o aconchego da liberdade de não precisar seguir padrões para ser aceita, pelo menos não pela cama na hora de dormir.

Cultivo passarinhos na janela...e eles me trazem a paz, a certeza de que a liberdade é algo conquistado todos os dias.

Cultivo amigos...mesmo que distantes ou perto de mim, porque nada melhor na vida que ter alguém por verdade, não por vaidade, e poder jurar amor sem fim.

Cultivo a paz no silêncio...ele me proporciona um encontro comigo, onde sou capaz de me perdoar todas as vezes que não consigo transpor as barreiras e de comemorar nas horas que redescubro ser quem eu sou.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Selo


Olha que selinho mais chick, bem!
E quem em deu??? A minha queridíssima Veri Prado
O blog dela é lindo...a embalagem e o conteúdo! :)
Obrigada!!!

Eu indico:

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Forma: qual lhe encaixa?

Tudo tem início, meio e fim.
Pode ser curto, reto, com curvas, longo, pra dentro, pra fora, desordenado ou não. O que importa é caber em algo ou, simplesmente, não fazer parte de nada.
A vida é construída de moldes que se encaixam, ou não; se empilham, ou caem; dão sustentação ou somente estão dispostos sem saber o porquê de sua existência.
Certas vezes sou quadrada com partes perfeitamentes iguais, cantos e ângulos milimetricamente ordenados. Outras horas sou redonda, círculos descendo ladeiras sem eira, nem beira, sem saber onde vou parar ao certo.
Alguns momentos sou tão triãngulo,  tão faceira, de base larga, subo ao pico de cabeça inteira, sem medo de escorregar.
E nesses moldes e modelos de encaixes descubro que são tantas as figuras que habitam em mim que já nem sei mais o que, porque, nem pra quê sou.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Corações conectados!!


Ah...foi assim...o MIrC foi culpado, o Google testemunha, meu mouse ficava irritado com tantos cliques ..a conexão estava sempre alerta, o pc foi ambiente iluminado, com cheiro de flores e gosto de brigadeiro!!!

No ano 2000, tudo começou pelo canal de bate papo da cidade, muitas conversas, idéias e sonhos retratados na telinha, no escurinho do quarto, sob as estrelas...nem sabia se um dia estaríamos juntinhos...o que importava era somente a presença de um e de outro.

Até que um dia o telefone tocou e do outro lado um violão embalava a imaginação...nem passou tanto tempo e nos vimos pessoalmente...e a telona do cinema passou a ser cúmplice de todo o encanto. Já pisando na realidade, numa visita na minha casa, nos embalos de uma música típica, um abraço mais apertado e lábios se encontrando sem nem saber ao certo que destino tomariam...o que importaria naquele instante?

Depois daquele dia vieram passeios nos parques, banho de chuva na praça, contemplações na beira do rio, beijos e abraços apertados e um imenso vazio quando não se estava do lado!

Mas um dia nos separamos...ele se foi...eu fiquei...doeu, mas conseguimos crescer na distância e eu passei a solidificar mais meu amor por ele...a distância aproxima verdadeiramente. Se o amor for verdadeiro, nada pode separar dois seres apaixonados.

A paixão passou...com ela as borboletas no estômago foram tornando-se companheiras reais e não só imaginárias...o amor arruma a casa de uma forma confortável, a paixão somente decora...sim ela existe..ela ainda pulsa...mas o amor impera em cada momento, principalmente, quando tudo tende a desmoronar...o amor está lá..edificando, adubando!

E como uma plantinha ele foi crescendo. Hoje, 4 de fevereiro de 2010, já posso comemorar 4 anos de casamento, em 10 anos de um processo longo de amadurecimento de um relacionamento que surgiu da virtualidade e se tornou tão real quanto as borboletas que tiram o fôlego dos corações apaixonados!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

se é pra continuar...que seja com sorrisos!


A vida é mesmo assim...assim cheia de erros, de decepções, de enganos, de ilusões ...enfim...a vida é amargamente doce! Eu às vezes acho que não consigo encontrar meu espaço entre seres mutantes,porque sou tão inerte, em certas ocasiões, que parece que tudo muda e eu continuo a mesma garotinha que aprendeu a pegar ônibus ontem e não consegue se virar direito sem a ajuda de alguém...

O fato é que percebo, todos os dias, que as pessoas mudam...mudam pra pior principalmente! Se fossem fatos isolados eu entenderia brevemente, mas rotineiramente, continuo sofrendo pra condensar critérios de análises do porquê que algumas pessoas conseguem ser tão falsas e egoístas! Mas se até água virou vinho, porque o homem ficaria fora dessas transformações heim?

O caso a que me refiro foi uam decepção familiar, de alguém bem próximo a mim...pelos elos, não pelo espaço físico, pois a presença deste ser já não é mais obrigatória, visto que aprendi a usar ônibus, a ascender a luz quando tiver medo do escuro e a pedir ajuda a outras pessoas e não mais a ele. Hoje não estou mais sob suas asas, onde passarinho fica até ganhar liberdade, mas, com imensa tristeza, vivenciei um aspecto difícil entre as relações humanas...percebi que um pai pode trair um filho...e que a gente precisa, mesmo em cacos, seguir em frente!

Sabe...certos momentos em não gostaria de seguir em frente...eu adoraria reviver o passado, mas estou procurando me desapegar do ontem, não me preocupar coma amnhã e viver hoje, o caso é que tudo influencia no presente momento...nossas frustrações de infância permanescem, mesmo inconscientemente, em nós, nos nossos atos do dia a dia...elas arquitetam os medos, as dores físicas e os perigos de sermos nós mesmos, certos momentos.

Mas uma frase me fez mais calma semana passada, num momento em que eu precisava muito de carinho, de conforto de abraços... "O bem que a gente faz, é o bem que a gente leva". Pode até nem haver justiça humana...podem roubar tudo o que tivermos, só não podem levar o bem que carregamos!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ah...a vida..a dor!



Quisera um anjo viesse me buscar nesta noite fria, sem sentido, de dor.
Tem horas que a vida pesa tanto...que tudo parece tão difícil, vazio, sem luz...
Eu sento, olho pro chão, relembro as inquietações do dia a dia...as decepções, a descrença no ser humano!
O mundo é tão cheio de sombras e somos tão solitários na dor!!!
Então tento recuperar aqueles bons sentimentos, aquelas lembranças agradáveis, mas tudo, no momento, está muito ofuscado pela decepção com quem deveria somente cuidar, amar, estar presente e pouco, ou quase nada, fez, não se importou, voltou a face somente para seu umbigo e renegou quem mais lhe amava!
Não consigo virar as costas, jogar todas as verdades na cara, me sufoco com tanta sede de justiça...com tanta tristeza sentida...
Então eu olho pro céu...vislumbro um horizonte de estrelas...escuto lá dentro alguém soprar que pra vida valer a pena, às duras penas, só com amor eu hei de chegar lá...lá no céu, onde um dia eu vou reencontrar uma parte de mim que se foi e que levou sorrisos e saltos alegres consigo!
Onde estou?
Foi sonho?
Não...preciso acordar, enxugar o choro e renovar a fé pra edificar meu paraíso!
E aí...toca aquela música...

Sorri
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorri
Quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos
Sorri
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz
Djavan



 
2007 Papeis Krista'' /Por Elke di Barros